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Cirurgia Bariátrica, fazer ou não fazer?!

Cirurgia Bariátrica, fazer ou não fazer?!

A cirurgia bariátrica vem tomando força e se popularizando no Brasil. Será mesmo que ela é necessária? Será que tenho risco de morte? Como saber se chegou a hora ou não de se submeter a cirurgia?

 

Para responder a tantos questionamentos devemos primeiro parar e analisar nossa trajetória de vida, isso mesmo, de vida. Afinal foram os hábitos de toda uma vida que te trouxe até aqui, e que agora faz você pensar sobre essa possibilidade.

 

Será que vale a pena?

Será que vale a pena?

Tem uma frase do escritor Paulo Coelho que gosto muito, e pode ajudar a ilustrar esta situação.

“É preciso correr riscos, seguir certos caminhos e abandonar outros. Nenhuma pessoa é capaz de escolher sem medo.”

Para iniciar a o contexto, vale dizer que nem tudo são flores, afinal se tudo der certo, e a chance é grande de dar certo, você assumirá com isso muitas responsabilidades, por outro lado a vida está te dando uma nova chance, que tal aproveitar?

Com a cirurgia vem os compromissos! Quê? Como? Qual? O compromisso de se cuidar pelo resto de sua vida, de tomar vitaminas diariamente, de ser acompanhado por um psicólogo, de fazer exercícios, de ter uma alimentação saudável… enfim uma série de eventos que a equipe multidisciplinar que você vai escolher vai lhe orientar. Falando em equipe, é importante que você saiba que você terá um nutricionista, um psicólogo, um endócrino, um gastro, e ainda um personal trainer, ou mais modestamente seu professor da academia. Essa equipe tem a função de orientar para seu novo objeto, seu novo projeto de vida.

É fato que a cirurgia hoje em dia é muito segura, porém somente um profissional poderá avaliar isso. A decisão deve ser tomada com muita certeza, e somente quando tudo foi tentado e nada deu certo.

Para ajudar nesta reflexão… acredito que se você está ainda tem muitas dúvidas, vou postar abaixo uma matéria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia.

 

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Cirurgia Bariátrica

Conheça as 10 coisas que você precisa saber sobre este procedimento.

1 – Gastroplastia, também chamada de cirurgia bariátrica, cirurgia da obesidade ou ainda de cirurgia de redução do estomago é – como o próprio nome diz – uma plástica no estômago (gastro = estômago e plastia = plástica). Ela tem como objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

2 – Esse tipo de cirurgia está indicada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares, ou para pacientes com IMC maior que 40 Kg/m² que não tenham obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico (incluindo o uso de medicamentos).

3 – Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas: restritivas, mistas e disabsortivas. As cirurgias que apenas diminuem o tamanho do estômago são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia Vertical com Bandagem ou Cirurgia de Mason e a Gastroplastia Vertical em “Sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem também as cirurgias mistas, nas quais há a redução do tamanho do estomago e um desvio do trânsito intestinal. Há, além da redução da ingestão, a diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas).

4 – Antes da cirurgia todo paciente precisa ser avaliado individualmente, devendo ser submetido a uma avaliação clínico-laboratorial que inclui – além da aferição da pressão arterial – dosagens da glicemia, lipídeos e outras dosagens sanguíneas, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios obrigatórios. Pacientes com doença psiquiátrica grave devem ser tratados antes da cirurgia.

5 – Na maioria dos pacientes, a cirurgia bariátrica – além de levar a uma perda de peso grande – traz benefícios no tratamento de todas as outras doenças relacionadas à obesidade. É possível uma melhora importante ou mesmo remissão do seu diabetes, do controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico e alívio das dores articulares.

6 – Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados pelo resto da vida, com o objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vitamina D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática.

7 – A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, pois alguns pacientes podem recorrer a preparações de alta densidade calórica e de baixa qualidade nutricional – que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar) – colocam em risco o sucesso da intervenção em longo prazo, reduzindo a chance do indivíduo perder peso.

8 – A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento médico, nutricional, psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.

9 – Em pacientes que apresentaram uma perda de peso muito grande, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.

10 – Mulheres que realizam cirurgia bariátrica devem aguardar pelo menos de 15 a 18 meses para engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto.

Clique aqui para ir ao site e obter mais informações.

Você ainda poderá encontrar ajuda em grupos do facebook, e principalmente com seu médico. Não tome nenhuma decisão sem antes tirar todas às dúvidas.

Um abraço e boa sorte nesta nova caminha.

 

 

 

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